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12.02.2026 09:27 PM
Autoridade do Banco Central Europeu afirma que o próximo movimento das taxas pode ser para cima ou para baixo.
Makhlouf afirmou que o euro vinha ganhando força frente ao dólar diariamente, com apenas correções ocasionais provocadas por fundamentos sólidos dos Estados Unidos, e que o próximo movimento de política monetária pode ser tanto elevar quanto reduzir os custos de empréstimos.

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Ele afirmou que não exclui novos cortes de juros nem, eventualmente, a possibilidade de aumentos, acrescentando que a inflação parece estar a mover-se na direção correta e alinhada com a meta do BCE, deixando o banco bem posicionado.

Makhlouf, falando de forma direta, disse que o Conselho do BCE está preparado para responder a mudanças nas condições econômicas. Acrescentou que, na ausência de pressões inflacionárias no momento, não há razão para especular antecipadamente sobre a política monetária. Ainda assim, alertou que o BCE não descarta um cenário em que o crescimento desacelere ou enfrente novos desafios; nesse caso, qualquer corte nos custos de empréstimo teria como objetivo estimular a atividade econômica, facilitar o acesso ao crédito para empresas e famílias e mitigar os potenciais efeitos negativos de uma desaceleração.

Vale lembrar que, no início deste mês, os dirigentes do BCE mantiveram as taxas de juros inalteradas pela quinta reunião consecutiva, e a presidente Christine Lagarde reiterou a posição já habitual de que o banco se considera "bem posicionado". Investidores e economistas esperam, em geral, que as taxas permaneçam inalteradas até 2027.

Makhlouf afirmou ainda que a inflação atingiu níveis bastante favoráveis e está, em termos gerais, próxima da meta. Segundo ele, o BCE segue comprometido em alcançar uma inflação de 2% no médio prazo. Diante do elevado grau de incerteza, o banco continuará a adotar uma abordagem dependente de dados e orientada reunião a reunião, reavaliando continuamente as evidências e os indicadores econômicos. Embora os resultados exatos sejam difíceis de antecipar, ele destacou que, por ora, a política monetária segue na direção correta.

Do ponto de vista técnico, o EUR/USD sugere que os compradores devem considerar uma recuperação do nível de 1,1890, o que abriria caminho para um teste de 1,1925. A partir daí, um avanço até 1,1957 é possível, embora ultrapassar esse patamar sem o apoio de grandes players seja difícil. O alvo estendido situa-se em 1,1994. No cenário de queda, espera-se interesse comprador relevante em torno de 1,1850. Caso esse suporte não se sustente, pode ser prudente aguardar uma nova mínima em 1,1830 ou considerar posições de compra a partir de 1,1800.

Jakub Novak,
Analytical expert of InstaTrade
© 2007-2026

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