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31.03.2026 02:51 PM
Mercado de ações em 31 de março: S&P 500 e NASDAQ se recuperam com sinais de Trump de possível distensão

Ontem, os índices de ações encerraram o dia com resultados mistos. O S&P 500 caiu 0,39%, enquanto o Nasdaq 100 registrou queda de 0,73%. O Dow Jones Industrial Average subiu 0,11%.

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O sentimento do mercado mudou de forma notável pela manhã: os futuros dos índices acionários subiram no início das negociações, enquanto os preços do petróleo recuaram. Essa mudança na dinâmica foi uma reação direta a declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, dirigidas a seus assessores. Nelas, ele manifestou a disposição dos Estados Unidos de encerrar a campanha militar contra o Irã, apesar das significativas restrições à navegação pelo Estreito de Ormuz.

Essa sinalização foi claramente interpretada pelos participantes do mercado como um indício de redução das tensões geopolíticas. As preocupações com uma possível escalada no Oriente Médio e com a interrupção dos embarques de petróleo via Estreito de Ormuz continuam sendo fatores-chave na formação dos preços de energia. A queda do petróleo reflete uma redução do prêmio de risco incorporado às cotações, diante da perspetiva de desescalada.

Ao mesmo tempo, os mercados de ações tendem a reagir positivamente à diminuição da incerteza geopolítica. A melhoria do sentimento dos investidores e a redução dos receios quanto à estabilidade econômica global aumentam o apetite por risco, o que impulsiona os futuros dos principais índices. Os futuros do S&P 500 subiram 0,8%, enquanto os futuros das ações europeias avançaram 0,3%. Já a recuperação asiática foi mais contida: o índice MSCI Asia Pacific recuou 1% e caminha para registrar seu pior mês desde outubro de 2008.

O West Texas Intermediate (WTI) manteve-se praticamente estável, em torno de US$ 103 por barril, após ter se aproximado de US$ 107 mais cedo. Os Treasuries continuaram a subir, enquanto o dólar enfraqueceu frente à maioria das moedas do G10.

Uma eventual retirada dos EUA do conflito com o Irã poderia aliviar as tensões e melhorar as perspetivas de reabertura do Estreito de Ormuz — uma artéria estratégica cujo bloqueio elevou os preços do petróleo. A normalização dos fluxos provenientes do Oriente Médio beneficiaria grandes importadores asiáticos, como Índia e China, além de reduzir as preocupações com os riscos ao crescimento global.

Convém notar, contudo, que, ao longo do último mês, Trump tem apresentado posições contraditórias sobre como lidar com o bloqueio da via navegável, refletindo um padrão mais amplo de mensagens inconsistentes em relação ao conflito. Em alguns momentos, ameaçou bombardear infraestruturas energéticas civis caso o estreito não fosse reaberto até uma data determinada. Em outros, minimizou sua importância para os Estados Unidos, afirmando que o problema deveria ser resolvido por outros países.

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Quanto ao panorama técnico do S&P 500, a principal tarefa dos compradores hoje será superar o nível de resistência mais próximo, em US$ 6.385. Esse movimento ajudaria o índice a ganhar impulso de alta e poderia abrir caminho para um avanço até US$ 6.394. Outra prioridade para os touros será manter o controle acima de US$ 6.403, o que reforçaria suas posições. Em caso de um movimento de baixa, em meio à redução do apetite por risco, os compradores devem se firmar na região de US$ 6.373. Uma quebra abaixo desse nível empurraria rapidamente o índice de volta para US$ 6.364 e abriria espaço para uma queda até US$ 6.355.

Jakub Novak,
Analytical expert of InstaTrade
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