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17.06.2026 04:57 PMOs índices de ações dos EUA fecharam ontem com resultados mistos. O S&P 500 caiu 0,57%, o Nasdaq 100 recuou 1,15% e o Dow Jones Industrial Average subiu 0,64%.
O mercado de títulos avançou, assim como o ouro, enquanto o petróleo caiu pelo quarto dia consecutivo. O Brent já recuou para abaixo de US$ 79 por barril, acumulando perdas de cerca de 15% ao longo de quatro sessões.
A lógica por trás desses movimentos de mercado é simples: se o petróleo permanecer abaixo de US$ 80, o choque inflacionário provocado pelo fechamento do Estreito de Ormuz começará a se dissipar rapidamente. Em maio, com o petróleo acima de US$ 95, o IPC dos EUA atingiu 4,2% — o nível mais alto desde 2023 — e a probabilidade de uma alta de juros pelo Fed até dezembro superou 80%. Agora, esse cenário começa a mudar. Parece claro que as expectativas de novos aumentos das taxas de juros tendem a diminuir à medida que a inflação relacionada à energia perde força, e é exatamente esse cenário que os mercados começam a precificar.
O principal foco do dia é a primeira reunião da Reserva Federal (Fed) sob a presidência de Kevin Warsh. Não se espera nenhuma alteração nas taxas de juros, mas os mercados estão ansiosos para entender como o novo presidente se comunicará com os investidores e de que forma sua retórica refletirá o novo cenário dos preços do petróleo.
As perspectivas para as taxas de juros divergiram significativamente. A PGIM prevê três altas neste ano; o BNP Paribas também projeta três aumentos a partir de dezembro, enquanto o Citigroup espera cortes até o final do ano. Essa dispersão de previsões é incomum para o Fed e, por si só, representa uma fonte de volatilidade. Outra questão que os mercados deverão direcionar a Warsh é se ele pretende reduzir o balanço patrimonial do Fed, compromisso que já havia manifestado anteriormente.
Por outro lado, conforme mencionado acima, o ouro se valorizou, acumulando ganhos superiores a 6% ao longo de quatro sessões. O metal se beneficia simultaneamente de dois fatores: a redução das expectativas de inflação elimina um dos seus principais obstáculos, enquanto o enfraquecimento do dólar torna o ouro mais acessível para compradores internacionais. Se Warsh adotar um tom mais dovish esta noite, o ouro poderá ampliar ainda mais seus ganhos.
Uma análise técnica do S&P 500 sugere que a tarefa imediata dos compradores hoje é superar a resistência em US$ 7.544. Conseguir isso demonstraria um impulso de alta e abriria caminho para US$ 7.574. Conseguir se manter acima de US$ 7.604 fortaleceria ainda mais a posição dos compradores. Se o apetite pelo risco diminuir e o mercado cair, os compradores deverão defender a área de US$ 7.518. Uma quebra abaixo desse nível levaria rapidamente o índice de volta aos US$ 7.494 e abriria caminho para os US$ 7.474.
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*A análise de mercado aqui postada destina-se a aumentar o seu conhecimento, mas não dar instruções para fazer uma negociação.

