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O Bitcoin caiu mais de 5,0% e chegou a ficar brevemente abaixo de US$ 77.000, enquanto o Ether recuou cerca de 5,7%. O mercado sofreu um golpe duplo. Primeiro, os resultados financeiros fracos de grandes empresas americanas pressionaram o índice S&P 500 para baixo, arrastando o Bitcoin consigo. O segundo fator foi a notícia de um ataque hacker contra uma das maiores exchanges do mundo, a Binance.
Começando pelo mercado acionário: a Intel divulgou resultados acima das expectativas, mas apresentou projeções fracas para o quarto trimestre. A receita deve ficar entre US$ 15 bilhões e US$ 16 bilhões, enquanto os analistas esperavam cerca de US$ 17 bilhões. As ações da Intel despencaram aproximadamente 16% nas negociações após o fechamento do mercado. A Amazon registrou lucro e receita ligeiramente abaixo das expectativas e confirmou planos de investir cerca de US$ 220 bilhões em despesas de capital (CAPEX) em 2026, principalmente em infraestrutura. Suas ações caíram aproximadamente 12%. Vale lembrar que as preocupações com o retorno dos investimentos em IA vêm pressionando o setor de tecnologia há semanas e, por consequência, também o mercado de criptomoedas.
As notícias sobre a exchange foram ainda mais graves. Em 29 de outubro, veio a público a informação de que a Binance havia sido alvo de um ataque hacker. A própria exchange estima as perdas em cerca de US$ 6,3 bilhões; a Chainalysis aponta aproximadamente US$ 5,9 bilhões, enquanto a TRM Labs estima o valor roubado em US$ 6,36 bilhões, com base nos preços vigentes no momento do ataque. Trata-se do maior roubo da história do setor — cerca de quatro vezes o valor subtraído no ataque à Bybit, de US$ 1,5 bilhão, em fevereiro de 2025. A Binance afirmou não ter encontrado evidências de comprometimento das chaves privadas das carteiras e suspendeu temporariamente os saques até que o problema seja solucionado.
Entre os ativos roubados que estavam nas carteiras controladas pelo invasor, havia aproximadamente 18.270 BTC, mais de 200 mil ETH e vários bilhões de dólares em USDT e USDC. Cerca de US$ 2,7 bilhões a US$ 3 bilhões em ativos já foram congelados. A Tether bloqueou mais de US$ 1,57 bilhão em USDT, enquanto a Circle congelou mais de US$ 800 milhões em USDC. Ainda assim, o invasor mantém ativos que os emissores de stablecoins não conseguem bloquear diretamente. Segundo estimativas da TRM Labs, são cerca de US$ 2,4 bilhões em ativos, incluindo Bitcoin e Ether. O principal risco para o mercado é a possibilidade de esses ativos serem vendidos em exchanges ou lavados por meio de pontes entre blockchains (*bridges*) e intermediários do mercado de balcão (OTC).
A confiança nas exchanges centralizadas está novamente em xeque. Acredito que a pressão vendedora sobre o Bitcoin persistirá nos próximos dias. Além do impacto da aversão ao risco no mercado acionário, os participantes do mercado precisam considerar a possibilidade de liquidação dos ativos mantidos nas carteiras do invasor e a suspensão temporária dos saques na maior exchange do mundo. Considero possível uma queda até US$ 77.400 ou níveis ainda mais baixos. Uma recuperação para acima de US$ 79.700 provavelmente só ocorrerá depois que a Binance retomar os saques e o mercado acionário se estabilizar após a divulgação dos resultados corporativos.
O preço está próximo de US$ 78.000, dentro de uma faixa delimitada pelo suporte em US$ 78.300 e pela resistência em US$ 78.800, com níveis de referência mais distantes em US$ 77.400, abaixo, e US$ 79.700, acima. O plano se baseia em duas direções opostas, cada uma com cenários de rompimento e repique.
Considero duas possibilidades de entrada. A primeira é comprar se o preço romper US$ 78.800 para cima e se mantiver acima desse nível, com alvo em US$ 79.700, desde que permaneça acima da média móvel de 50 dias e o Oscilador Awesome esteja acima de zero. Ao atingir o alvo, realizo o lucro e considero abrir uma posição vendida em caso de recuo.
A segunda possibilidade é comprar o repique se o rompimento abaixo de US$ 78.300 falhar e o preço retornar para acima desse nível. Nesse caso, o alvo inicial será US$ 78.800 e, em seguida, US$ 79.700.
As estratégias de venda seguem a mesma lógica, em sentido oposto. Se o preço romper US$ 78.300 para baixo e se mantiver abaixo desse nível, abro uma posição vendida com alvo em US$ 77.400, desde que a média móvel esteja acima do preço e o Oscilador Awesome esteja abaixo de zero.
Se o rompimento acima de US$ 78.800 falhar e o preço retornar para baixo desse nível, vendo o repique, com alvo inicial em US$ 78.300 e, em seguida, US$ 77.400.
A lógica segue exatamente a mesma utilizada para o Bitcoin, mas aplicada à escala de preços do próprio ativo. O suporte mais próximo está em 2.190, enquanto as resistências estão em 2.255 e 2.284.
Compro após um rompimento de 2.255 para cima, desde que o preço se mantenha acima desse nível, com alvo em 2.284, desde que também esteja acima da média móvel de 50 dias e o Oscilador Awesome esteja acima de zero.
Se o rompimento abaixo de 2.190 falhar e o preço retornar para acima desse nível, compro o repique, com alvo inicial em 2.255 e, em seguida, 2.284.
Vendo após um rompimento confirmado de 2.190 para baixo, desde que a média móvel esteja acima do preço e o Oscilador Awesome esteja abaixo de zero.
Se o rompimento acima de 2.255 falhar e o preço retornar para baixo desse nível, vendo o repique, buscando inicialmente o retorno a 2.190.
Os dois indicadores são utilizados como filtros para evitar movimentos falsos, e não como motivos isolados para entrar antecipadamente. As decisões são tomadas somente depois que o preço confirma efetivamente os níveis especificados.