O déficit energético da UE é considerado menos grave do que a crise de 2022
O atual déficit de recursos energéticos na União Europeia é menos severo do que o observado na crise de 2022. Segundo a Bloomberg, a diversificação das rotas de importação reduziu a vulnerabilidade da economia europeia em relação ao Oriente Médio, especialmente quando comparada à antiga dependência do gás russo.
Mesmo com o bloqueio do Estreito de Hormuz e os ataques à infraestrutura energética do Catar, que pressionaram os preços no hub holandês TTF, os níveis atuais de gás permanecem bem abaixo dos registrados no auge da crise de 2022. Para o analista Lionel Laurent, a dependência europeia das exportações do Oriente Médio não representa, neste momento, um risco crítico para a estabilidade do sistema.
Por outro lado, os maiores impactos das interrupções logísticas marítimas estão sendo sentidos na região da Ásia-Pacífico. Como destaca Lionel Laurent, diversos países asiáticos encontram-se em uma posição mais vulnerável, uma vez que seus sistemas energéticos dependem diretamente das rotas de transporte que passam pelo Oriente Médio. Como resultado, esses mercados enfrentam um déficit de oferta mais intenso do que o observado na Europa.
A situação é particularmente delicada na Índia, onde uma escassez de combustível doméstico surgiu em março de 2026. A falta de gás natural liquefeito (GNL) já afeta o funcionamento de hotéis, restaurantes e serviços essenciais. De acordo com fontes do setor, as reservas disponíveis no país são suficientes apenas para atender às necessidades básicas até o final de abril de 2026