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Mary Daly, do Fed de São Francisco, pede que os mercados ignorem a volatilidade em meio ao conflito com o Irã

Mary Daly, do Fed de São Francisco, pede que os mercados ignorem a volatilidade em meio ao conflito com o Irã

Em 8 de abril, Mary Daly, presidente do Federal Reserve Bank de São Francisco, afirmou que a resiliência fundamental da economia dos Estados Unidos permanece intacta e pediu aos participantes do mercado que não deem excessiva importância à volatilidade de curto prazo gerada pelo conflito com o Irã.

Durante discurso na Câmara de Comércio de St. George, em Utah, Daly destacou que o consumo das famílias e os investimentos corporativos seguem em níveis estáveis, e que o sistema financeiro continua funcionando sem interrupções relevantes, mesmo diante do aumento dos riscos geopolíticos.

Ela reconheceu o risco de intensificação das pressões inflacionárias decorrentes das tensões atuais, mas reforçou que o controle da inflação continua sendo a principal prioridade do Fed. Segundo Daly, não há sinais de deterioração no mercado de trabalho, que ela descreveu como resiliente e equilibrado.

Daly também afirmou que ainda é prematuro tirar conclusões definitivas sobre a duração do período de preços elevados do petróleo e defendeu uma abordagem cautelosa na condução da política monetária. O Fed pretende olhar além das oscilações de curto prazo dos mercados e do ciclo de notícias, buscando preservar a previsibilidade no longo prazo.

O banco central não pretende reagir a cada mudança nas condições de mercado ou a cada notícia, alertando que respostas excessivas à incerteza podem prejudicar o planejamento econômico. As autoridades continuarão monitorando de perto os dados macroeconômicos para orientar os próximos passos da política de juros.

Ela acrescentou que a resiliência da economia real frente a choques externos permite a manutenção da estratégia atual, sem necessidade de medidas emergenciais. Diante de um ambiente de elevada volatilidade, Daly destacou que o Fed seguirá focado na estabilidade, com decisões futuras guiadas pela evolução da demanda interna e dos investimentos corporativos.

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