Preços dos combustíveis na UE atingem máximas de 2022 em meio ao conflito com o Irã
Os preços da gasolina e do diesel nos postos de combustível da União Europeia dispararam no fim de março de 2026, impulsionados pela escalada do conflito militar no Irã. Dados da Eurostat indicam um agravamento da crise energética no bloco, provocado por interrupções significativas no fornecimento de derivados de petróleo provenientes do Oriente Médio.
Os aumentos mais expressivos no preço da gasolina — entre 14% e 15% — foram registrados na Bélgica, Suécia, Áustria, República Tcheca, Estônia e Lituânia, atingindo níveis não observados desde o início da guerra na Ucrânia. No caso do diesel, os maiores avanços ocorreram na República Tcheca e na Suécia, onde os preços subiram 27,6% em apenas um mês. Outros países também registraram altas relevantes: Estônia (26,8%), Letônia (25,4%) e tanto Bélgica quanto Países Baixos (25,2%).
Esse movimento reflete uma queda acentuada na oferta de petróleo para o mercado europeu, consequência direta da instabilidade em regiões-chave produtoras de energia.
No centro da crise está o bloqueio do Estreito de Ormuz pelas forças iranianas — uma das principais rotas globais de transporte de petróleo. A restrição ao tráfego marítimo reduziu significativamente as exportações de querosene de aviação, colocando em risco as operações da aviação civil na Europa.
Fatih Birol, diretor da International Energy Agency, alertou para os impactos no setor de transportes: grandes aeroportos europeus podem enfrentar cancelamentos em massa de voos já no início do verão caso o fornecimento continue comprometido. Se a crise se prolongar, alguns países do bloco podem ser obrigados a adotar medidas de racionamento de combustível.