O ouro cai à medida que a frágil trégua se desmorona e os investidores vendem o metal
Os preços do ouro caíram durante as negociações asiáticas na segunda-feira. Uma troca de ataques entre os Estados Unidos e o Irã durante o fim de semana ameaçou uma trégua frágil e reacendeu temores de uma nova onda inflacionária e de novos aumentos das taxas de juros.
As cotações continuaram em queda mesmo após relatos urgentes de que Washington e Teerã haviam concordado em um cessar-fogo e em retomar as negociações nesta semana. Na manhã de segunda-feira, o ouro à vista recuava 0,8%, para US$ 4.055,50 por onça, enquanto os contratos futuros caíam 0,7%, para US$ 4.069,25.
Na semana anterior, o metal já havia atingido a mínima de oito meses em meio às expectativas de que o Federal Reserve (Fed) ainda não tenha encerrado seu ciclo de aperto monetário. Uma pausa recente no conflito no Oriente Médio chegou a acalmar os mercados — o petróleo recuou para níveis anteriores à guerra, reduzindo preocupações inflacionárias. No entanto, a pressão fundamental sobre o ouro persiste devido ao dólar forte e aos altos rendimentos dos Treasuries.
O mercado passa a esperar cada vez mais um cenário hawkish. Segundo a ferramenta CME FedWatch, a probabilidade de um aumento de juros pelo Federal Reserve até o fim de 2026 já supera 30%. A inflação persistente nos Estados Unidos e os sinais mais duros após a reunião de junho do Fed estão levando investidores a preferirem instrumentos de dívida, já que juros elevados aumentam o custo de oportunidade de manter ativos sem rendimento.
A tendência de baixa também se espalhou para outros metais preciosos. No início do pregão de segunda-feira, a prata à vista caiu 1,3%, para US$ 58,44 por onça, enquanto a platina recuou 1,1%, para US$ 1.622,34.