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03.07.2026 05:30 PM
Análise do par EUR/USD em 3 de julho: Fraqueza do euro em relação ao dólar

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Na quarta-feira, os principais banqueiros centrais do mundo discursaram em um fórum econômico realizado em Portugal. Os presidentes de três bancos centrais-chave — o Banco da Inglaterra, o Federal Reserve e o Banco Central Europeu (BCE) — apresentaram suas perspectivas, e o mercado deverá continuar se apoiando nessas declarações nas próximas semanas.

O que disse Christine Lagarde? Vale lembrar que, anteriormente, a presidente do BCE defendeu diversas altas de juros, argumentando que "a crise energética já havia prejudicado a economia da União Europeia de qualquer forma, enquanto a inflação se afastou significativamente da meta e não retornaria a ela por conta própria". Nesse contexto, o BCE demonstrava inclinação para manter o aperto monetário em julho.

Entretanto, o discurso mais recente de Lagarde indicou que o BCE poderá rever essa postura caso a inflação continue desacelerando. Em junho, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) recuou para 2,8%, aproximando-se da meta de 2%. Se a inflação continuar cedendo nos próximos meses, qual seria a justificativa para manter o ciclo de aperto? Também é importante destacar que o euro se desvalorizou mesmo durante o período em que o BCE elevava os juros. Caso o banco central abandone novas altas, a moeda europeia poderá enfrentar pressões adicionais de baixa.

Por outro lado, é preciso lembrar que os movimentos recentes do mercado nem sempre seguiram uma lógica fundamental clara. O Federal Reserve (Fed) também poderá desistir de novos aumentos de juros — medida que, em grande parte, já foi precificada pelos investidores — caso a inflação americana continue desacelerando naturalmente. Kevin Warsh é considerado próximo de Donald Trump, e o presidente dos Estados Unidos dificilmente veria com bons olhos um novo aperto monetário. Embora Warsh não tome decisões sozinho, ele pode influenciar o Comitê de Política Monetária a evitar uma postura excessivamente agressiva.

Ele poderá citar os exemplos da União Europeia e do Reino Unido, onde a inflação começou a recuar sem necessidade de medidas adicionais. Com o tempo, os índices de preços podem retornar aos níveis-alvo. Em nossa avaliação, o Fed tende, no mínimo, a adiar qualquer novo aperto pelo maior tempo possível — cenário que, novamente, já parece amplamente refletido nos preços dos ativos.

Assim, de forma paradoxal, uma postura mais dovish por parte do BCE poderia acabar sustentando o euro, uma vez que o dólar continua sendo o principal fator de direcionamento do mercado. E a moeda americana ainda carece de fundamentos suficientemente robustos para sustentar uma tendência de valorização de longo prazo.

Além disso, o gráfico diário mostra claramente que o par está sendo negociado próximo das duas mínimas mais recentes, e todo o comportamento dos preços ao longo do último ano pode ser interpretado como um amplo movimento lateral. Portanto, não se pode descartar a possibilidade de estarmos nos estágios iniciais de uma nova e prolongada tendência de valorização do euro.

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A volatilidade média do par EUR/USD nos últimos cinco dias de negociação, até 3 de julho, é de 69 pontos, classificada como "moderada". Esperamos que o par seja negociado entre 1,1379 e 1,1517 nesta sexta-feira. O canal de regressão linear superior mudou de direção para baixo, indicando uma continuação da tendência de baixa. O indicador CCI entrou em território de sobrevenda e formou duas divergências de alta, sinalizando um possível fim da tendência de baixa.

Níveis de suporte mais próximos:

  • S1 – 1.1414
  • S2 – 1.1353
  • S3 – 1.1292

Níveis de resistência mais próximos:

  • R1 – 1.1475
  • R2 – 1.1536
  • R3 – 1.1597

Recomendações de negociação:

O par EUR/USD mantém uma tendência de baixa, que provavelmente representa uma correção dentro de uma tendência de alta mais ampla de longo prazo, claramente visível nos gráficos diário e semanal. O pano de fundo fundamental de longo prazo para o dólar continua desfavorável, mas, em 2026, primeiro os fatores geopolíticos e, posteriormente, a postura hawkish do Federal Reserve forneceram forte suporte à moeda americana.

Enquanto o preço permanecer abaixo da média móvel, podem ser consideradas posições vendidas, com alvos em 1,1353 e 1,1292. Acima da média móvel, passam a ser favorecidas posições compradas, com objetivos em 1,1517 e 1,1536. No momento, os ursos mantêm um domínio expressivo sobre o mercado, sem que haja uma justificativa fundamental clara para isso.

Explicações sobre o gráfico:

  • Os canais de regressão linear ajudam a determinar a tendência atual. Se ambos estiverem apontando na mesma direção, a tendência é forte.
  • A média móvel (configurações 20,0, suavizada) define a tendência de curto prazo e a direção da negociação.
  • Os níveis de Murray são níveis-alvo para movimentos e correções de preço.
  • Os níveis de volatilidade (linhas vermelhas) representam a faixa de preço esperada para as próximas 24 horas com base na volatilidade atual.
  • Indicador CCI: um movimento abaixo de -250 (sobrevenda) ou acima de +250 (sobrecompra) sinaliza uma possível reversão de tendência.
Paolo Greco,
Analytical expert of InstaTrade
© 2007-2026

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